No dia 1 de fevereiro quase 90% do consumo de eletricidade foi derivado da produção eólica que nesse dia atingiu recordes. Alcançou 180 GWh.

O anterior recorde de produção eólica durou pouco mais de uma semana. Na passada sexta-feira, 1 de fevereiro, o sistema elétrico nacional registou um novo máximo histórico de produção eólica diária. E, desta vez, o recorde foi registado tanto na produção diária (102,8 gigawatts hora) como na potência máxima (4.594 MW), de acordo com os dados divulgados pela REN – Redes Energéticas Nacionais.

Nesse dia, 63% da produção de eletricidade em Portugal foi a partir de fontes eólicas. E "à hora da ponta eólica, a produção eólica correspondia a 90% do consumo nacional", sublinha a empresa que gere a rede elétrica nacional.

Do total da produção de 180 gigawatts hora (GWh), cerca de 3,7% (6,7 MWh ) foi destinada a exportação.

Este máximo histórico de produção eólica diária em Portugal segue-se ao recorde atingido pouco mais de uma semana antes, no dia 23 de janeiro, quando a produção diária foi de 101,9 GWh, o que correspondeu a 61% do consumo diário.

No ano passado, a produção de energias limpas abasteceu 52% do consumo nacional, estando atualmente instalados nas centrais eólicas 5.150 MW que, em média, alimentam 25% da energia consumida em Portugal.

IN: Negócios Online (5 Fevereiro 2019)

Tenha cuidado se baterem à porta e pedirem faturas de energia e dados bancários em nome da reguladora. ”A ERSE não vende energia, nem procura os consumidores em suas casas para ver os contadores ou as faturas recebidas”, alerta a entidade.

Se um colaborador da ERSE bater à porta e pedir para mostrar fatura de eletricidade ou de gás natural ou outros elementos de identificação pessoal, não o faça. É fraude.

A ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, emitiu esta sexta-feira um alerta para os consumidores sobre más práticas de comercializadores de energia, desta vez “relacionadas com angariação de clientes, com recurso à utilização abusiva do nome da ERSE como argumento de venda”.

No documento, pode ler-se que a ERSE “não vende energia, nem procura os consumidores em suas casas para ver os contadores ou as faturas recebidas”.

O regulador, pede por isso a todos os consumidores que exijam sempre a identificação de quem pedir este tipo de dados e alerta para que nunca mostrem ou disponibilizem informação pessoal, incluindo dados bancários.

As vendas agressivas de energia deram origem a 523 reclamações na Deco ao longo de 2018, segundo o ”Dinheiro Vivo”. Também a ERSE tem em curso nove processos de contraordenação, dos quais quatro por mudança de comerciante sem autorização expressa do cliente e os restantes por práticas comerciais desleais praticadas na angariação de clientes.

IN: Jornal Económico (1 Fevereiro 2019)

Matos Fernandes responde às críticas, repetindo a mensagem sobre os carros a gasóleo. E desta vez apoiou-se numa lista de fontes internacionais.

Após dois dias sujeito a críticas, o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, meteu-se num carro eléctrico, foi de Lisboa à Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e desde lá respondeu a quem o criticou, repetindo a mensagem que fez reagir as associações do sector automóvel – a de que daqui a quatro anos um carro com motor diesel terá perdido o valor de troca.

“Aquilo que eu quis dizer não foi contrariado por ninguém. O que eu disse foi que, muito provavelmente, daqui a quatro ou cinco anos, quem tiver um carro diesel vai ter um valor mais baixo na sua troca. Ninguém contrariou esta afirmação”", sustentou o governante, segundo declarações difundidas pela TSF.

Dizendo que lhe pareceu “avisado fazer este aviso”, Matos Fernandes insistiu na defesa da declaração que tinha feito numa entrevista dada ao Jornal de Negócios, apresentando outras opiniões que, no entender do ministro, vão ao encontro do que ele próprio defende nesta matéria.

“Temos todos os estudos que estão no PNEC [Plano Nacional Energia-Clima 2030] e no Roteiro para a Neutralidade Carbónica. Temos o facto de um ano antes de o ministro dizer isto em Portugal a venda de carros diesel se ter reduzido em 10%. Tenho as palavras do presidente do Automóvel Clube da Holanda que, no ano passado, disse que era obrigação dele avisar os associados de que o valor de retoma de carros diesel iria baixar. Tenho as palavras da senhora comissária [europeia] da Indústria [Elzbieta Bienkowska] que, há menos de um ano, disse que o diesel é uma tecnologia a descontinuar. Tenho as palavras da Volvo, que diz que 2019 será o último ano em que fabricará carros diesel. Tenho as palavras da Volkswagen, que a partir de 2026 não fará mais veículos com motor de combustão. Tenho as palavras do presidente da Renault, em que os clientes lhe perguntam o que é que daqui a três anos vão fazer com o carro diesel”, enumerou Matos Fernandes.

Em Portugal, também haverá quem concorde com ele, mas as reacções do sector automóvel foram de condenação geral. Desde que a polémica frase foi publicada, na segunda-feira, praticamente todas as associações vieram a público lamentar a afirmação, acusando o ministro de “leviandade”, “ligeireza”, “impreparação”, “alarmismo” e até “disparate”.

As direcções do Automóvel Club de Portugal, que representa 252 mil associados, da Associação Automóvel de Portugal, que representa os produtores, da Associação dos Concessionários da Renault (que reúne meia centena de postos de venda da marca líder de mercado em Portugal), da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis e da Associação das Empresas de Renting, Factoring e Leasing refutaram a afirmação de Matos Fernandes, contestando o facto de o ministro ter posto um prazo (“quatro a cinco anos”). E acusaram-no de, desta forma, ter condicionado o mercado ao criar dúvidas no consumidor.

IN: Público (30 janeiro 2019)

Em comunicado, o Conselho Diretivo da UVE referiu as dúvidas no século XX sobre como se iria impor a fotografia digital à analógica para argumentar que os “motores de combustão interna não têm futuro, pois são muito menos eficientes e mais, muito mais poluentes que os motores elétricos”.

A Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos (UVE) saudou hoje as declarações do ministro do Ambiente sobre a desvalorização dos carros com motor a gasóleo, garantido que os “automóveis elétricos triunfarão e bem mais depressa do que se julga”.

Em comunicado, o Conselho Diretivo da UVE referiu as dúvidas no século XX sobre como se iria impor a fotografia digital à analógica para argumentar que os “motores de combustão interna não têm futuro, pois são muito menos eficientes e mais, muito mais poluentes que os motores elétricos”.

“O futuro é elétrico. Para muitos de nós é o presente e até o passado. Temos associados com mais de 200 mil quilómetros percorridos em veículo elétrico e com uma adesão aos veículos elétricos que já tem mais de uma década”, lê-se num comunicado divulgado hoje.

A associação referiu que a alteração para a mobilidade elétrica “não será imediata, até pela simples razão de que não existem baterias suficientes, nem os fabricantes de automóveis têm capacidade para produzir e fornecer os automóveis elétricos que a crescente procura por parte dos cidadãos exige”.

Mas que a adoção dos veículos elétricos será “exponencial e disruptiva” e as cidades irão mudar “radicalmente em meia dúzia de anos, para bem de todos”.

A UVE saudou ainda que as declarações do governante tenham aberto a discussão que permite decisões “mais esclarecidas”.

Em entrevista publicada na edição de segunda-feira do Jornal de Negócios, o ministro do Ambiente e Transição Energética João Pedro Matos Fernandes afirmou ser “muito evidente que quem comprar um carro ‘diesel’ muito provavelmente daqui a quatro ou cinco anos não vai ter grande valor na sua troca”.

Várias associações e fabricantes do setor já criticaram as palavras do governante, que foram, porém, bem recebidas pelos ambientalistas da Zero e agora pelos utilizadores dos veículos elétricos.

IN: Jornal Económico (30 janeiro 2019)

Portugal é o quinto país da União Europeia onde uma maior percentagem de pessoas diz não ter dinheiro para ter um aquecimento adequado da habitação.

Um em cada cinco portugueses não tem meios económicos para manter um aquecimento adequado em casa. Portugal é o quinto país da União Europeia com a percentagem mais elevada, segundo os dados divulgados pelo Eurostat esta quinta-feira, 31 de janeiro.

20,2% dos portugueses diz não ter capacidade financeira para pagar os custos relacionados com o aquecimento adequado da habitação. Esta é a quinta maior percentagem da UE cuja média é de 7,8%.

Acima de Portugal está a Bulgária com 36,5%, a Lituânia com 28,9%, a Grécia com 25,7% e Chipre com 22,9%.

No fundo da tabela estão os países nórdicos. Na Finlândia apenas 2% dos cidadãos não consegue pagar o aquecimento. Na Suécia 2,1% e na Holanda 2,4%.

A média da União Europeia atingiu um pico em 2012 - um dos piores anos da crise - nos 11%, mas desde então tem vindo a descer. Estes dados têm como base um inquérito europeu e referem-se a 2017.

Apesar de Portugal estar nos primeiros lugares, verifica-se uma melhoria significativa neste indicador. Há cerca de uma década, 40% dos portugueses dizia que não tinha capacidade para pagar o aquecimento, o dobro da percentagem atual.

IN: Negócios Online (31 janeiro 2019)

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