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Pela primeira vez desde 2014, houve este ano um aumento das emissões de dióxido de carbono

Pela primeira vez em quatro anos, a emissão de dióxido de carbono aumentou. O mundo precisa de triplicar os esforços para cumprir aquilo que ficou definido no Acordo de Paris sobre as alterações climáticas

O mundo falhou no último ano e, pela primeira vez desde 2014, houve um aumento das emissões de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera. A conclusão é do “Emissions Gap Report 2018”, realizado pelas Nações Unidas (ONU) e divulgado nesta terça-feira. O crescimento económico mundial é o principal responsável para que os esforços nacionais para cortar as emissões de CO2 não tenham sido suficientes.

Os compromissos atuais, ao nível nacional, “são inadequados para em 2030 colmatar” o fosso entre as emissões que precisamos de ter e aquelas que temos. Tecnicamente, refere o relatório das ONU, ainda é possível fazê-lo, mas é “urgente” que os países tomem medidas mais sérias. “Se as ambições não forem aumentadas, não se poderá evitar exceder o objetivo de não passar o aumento de 1,5 graus” na temperatura média global, pode ler-se no documento.

O “Emissions Gap Report” faz há nove anos a avaliação entre os gases de estufa emitidos para a atmosfera pelos países - tendo em conta as promessas e as medidas tomadas pelos governos - e os valores considerados sustentáveis para que o planeta continue a ter temperaturas seguras. E o resultado referente ao último ano não é nada bom: nunca antes a diferença entre as variáveis foi tão grande.

“Agora, mais do que nunca, é preciso que todas as nações tomem medidas urgentes e sem precedentes. A avaliação feita às ações que foram tomadas pelos países do G20 indicam que isto ainda está por acontecer, aliás, as emissões globais de CO2 aumentaram em 2017, após três anos de estagnação”.

A União Europeia, Argentina, Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Arábia Saudita, África do Sul e os EUA estão entre os países (ou conjunto de países) que não têm feito o suficiente para cortar nas emissões, refere ainda o estudo das Nações Unidas, que sublinha também que, em 2030, precisamos de ter um valor de emissão de poluentes 55% inferior ao atual.

Em 2015, quando do Acordo de Paris, ficou definido que o aumento das temperaturas médias globais não poderia ir além de 2°C, ou de preferência 1,5°C. O relatório da ONU é divulgado apenas a uns dias do arranque de uma conferência sobre o clima, que acontece na Polônia entre 2 e 14 de dezembro.

IN: Expresso (27 novembro 2018)

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