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Projeto de investigação quer aumentar vida útil das baterias dos veículos elétricos

Uma pessoa que compra um carro elétrico só tira partido dessa aquisição “se conseguir que o carro consiga fazer mil ciclos [carga e descarga da bateria]”, com cada um a representar 200 a 300 quilómetros percorridos.

Um projeto de investigação a ser desenvolvido na Universidade de Coimbra pretende aumentar a vida útil das baterias usadas nos veículos elétricos, através do controlo da sua temperatura. O projeto, realizado na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), é um dos 15 projetos contemplados com uma das Bolsas de Ignição do INOV C 2020, uma iniciativa suportada por fundos comunitários que pretende apoiar ideias de negócio na região Centro.

um dos investigadores do projeto, Edson Freitas, as baterias, gerando energia através de reações químicas, trabalham melhor a uma determinada temperatura, sendo que em condições térmicas muito baixas ou muito altas "a bateria acaba por se estragar".

"A vida útil de uma bateria depende muito da temperatura em que ela funciona. Se está muito frio ou se está muito quente, a vida útil dessa bateria pode ficar comprometida", salientou Edson Freitas, referindo que o projeto de investigação está a desenvolver um sistema que pretende monitorizar e controlar a temperatura das baterias dos carros elétricos, por forma a que esta funcione sempre em condições ótimas. Segundo o aluno de doutoramento da FCTUC, uma pessoa que compra um carro elétrico só tira partido dessa mesma aquisição "se conseguir que o carro consiga fazer mil ciclos [carga e descarga da bateria]", com cada um a representar 200 a 300 quilómetros percorridos.

"Se a bateria morrer antes, a pessoa está a pagar mais do que se fosse um carro normal e o custo por quilómetro [de um veículo elétrico] fica muito superior", frisou, explicando que o projeto pretende aumentar a eficiência destas baterias. A equipa de investigadores está a montar um laboratório para desenvolver um sistema que permita controlar a temperatura das baterias.

Edson Freitas espera que, daqui a um ano, a equipa já consiga apresentar um protótipo do modelo.

As Bolsas de Ignição do programa INOV C 2020 foram atribuídas em julho de 2018 a quinze projetos de investigação científica com aplicabilidade comercial. Do consórcio INOV C 2020, liderado pela Universidade de Coimbra, fazem parte dez parceiros nucleares: o Instituto Politécnico de Coimbra, o Instituto Politécnico de Leiria, o Instituto Politécnico de Tomar, o Instituto Pedro Nunes, o ITeCons, o SerQ, a ABAP, a Obitec e o TagusValley.

IN: Expresso (19 novembro 2018)

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