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Objectivos climáticos dependem de políticas para a eficiência energética

Boas políticas e iniciativas em termos de eficiência energética podem ajudar a reduzir as emissões de gases poluentes, de modo a chegar a meta definida, em termos de objectivos climáticos. É isso que está patente no relatório “Energy Efficiency 2018”, publicado pela Agência Internacional de Energia (IEA, em inglês).

De acordo com o documento, se as decisões forem eficientes, é possível reduzir em 40 % as emissões de gases poluentes, sem ser necessário recorrer a novas tecnologias. “Enquanto alguns países estão dotados de recursos energéticos, como petróleo, gás, vento, sol e energia hídrica, o potencial da eficiência energética existe em todos. A eficiência pode ajudar ao crescimento económico, reduzir emissões e melhorar a segurança energética. O nosso estudo mostra que políticas de eficiência adequadas podem, por si só, ajudar o planeta a alcançar, pelo menos, 40 % da redução necessária de emissões de gases poluentes, sem recorrer a novas tecnologias. Graças à importância crítica da eficiência energética em construir um futuro seguro e sustentável, a IEA considera que estas políticas são o combustível de excelência, e facilita a troca de boas práticas entre as mais avançadas e as emergentes economias”, sublinhou o economista turco Fatih Birol, diretor executivo da IEA.

O relatório agora apresentado pela IEA demonstra também que, um aumento da eficiência energética, reduziria, anualmente, em mais de 500 mil milhões de dólares a factura energética dos consumidores e levaria a uma diminuição da importação de combustíveis e da poluição nas cidades.

Nos últimos anos, temos assistido a uma procura incessante por energia. No entanto, e segundo a IEA, as políticas de eficiência energética têm seguido o caminho inverso, tendo vindo a ser reduzidas. Nos últimos dois anos, foram poucas as novas regras a surgirem, assim como iniciativas que visem aumentar a eficiência energética, algo que preocupa a IEA.

O “Energy Efficiency 2018” aponta, até 2040, para mais 60 % de espaço de construção, um aumento de 20 % em termos de população, e a duplicação do PIB mundial, com o consequente aumento do consumo de energia. No entanto, é possível reduzir a emissão de gases com efeitos de estufa em 12 %, algo que obriga a uma acção política imediata.

O relatório pode ser consultado aqui.

IN: Edifício e Energia (31 outubro 2018)

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