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Jovem português criou pavimento redutor de velocidade e que gera energia

Aproveitar a energia cinética dos veículos para melhorar a segurança rodoviária e captar energia parece um projeto derivado de um filme de ficção científica, mas a Pavnext está a trabalhar num novo tipo de piso rodoviário que consegue cumprir com aqueles dois objetivos.

Além de promover a segurança rodoviária, a energia captada pelo piso agora em desenvolvimento é convertida em energia elétrica ‘limpa’, que pode ser direcionada, por exemplo, para a iluminação pública.PUB

Este projeto está a ser desenvolvido por Francisco Duarte, aluno de doutoramento em Sistemas de Transportes do Programa MIT Portugal na Universidade de Coimbra, tendo já recebido dois prémios de elevada relevância, um promovido pelo Automóvel Clube de Portugal (ACP) e outro atribuído agora pelo Big Smart Cities, competição de empreendedorismo e inovação que é promovido pela Vodafone e pela Ericsson e que conta, ainda, com o apoio de Cascais.

O piso da Pavnext permite gerar dados de tráfego e de velocidade, da energia gerada e consumida, possibilitando a criação de relatórios e a otimização de consumos energéticos em tempo real. Este tipo de pavimento tem ainda potencialidade de substituir as lombas de redução de velocidade, ao mesmo tempo que promovem um aumento da segurança e da eficiência energética.

A ideia para o projeto nasceu da intenção de aliar, então, dois parâmetros – o da segurança rodoviária, sobretudo em cidade, e o da eficiência energética. Este pavimento tem como objetivo atuar diretamente sobre os veículos, de modo a manter os mesmos dentro dos limites definidos para o local de aplicação do equipamento, que poderá ser em zonas antecedentes de passadeiras, de cruzamentos, rotundas, zonas residenciais, escolares, hospitalares, entre outros locais onde se pretenda controlar de forma eficaz a velocidade de circulação.

A grande diferença do equipamento proposto face às soluções atuais, como as lombas, é que a redução de velocidade ocorre por extração energética do veículo, sem qualquer ação do condutor, ao invés de funcionar por indução de desconforto dos ocupantes do veículo.

IN: Motor 24 (15 outubro 2018)

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