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Energia solar “portuguesa” vendida por catalães em Espanha

A central de produção de energial solar é a primeira na Europa a ser construída sem subsídios estatais. Catalã Holaluz vai vender a energia produzida pela Ourika a clientes de Madrid.

A energia solar produzida pela recém-inaugurada central Ourika, situada em Ourique, vai ser vendida pela Holaluz, uma empresa catalã que vende electricidade produzida por energias renováveis.

Ao Dinheiro Vivo, a empresa espanhola disse que “a energia renovável gerada pela central será vendida no mercado grossista de electricidade através de um Acordo de Representação”. A Holaluz opera em Portugal e no país vizinho, no qual conta com 135 mil clientes.

Presente na inauguração da central, no passada quinta-feira, 26 de julho, Manuel Caldeira Cabral, ministro da economia, referiu que a central “demonstra que Portugal é hoje um país competitivo na área das energias renováveis porque não precisa de subsídios devido às condições que o país oferece para a produção de energia solar”.

A central de energia solar Ourika é a maior da Europa e foi construída sem dinheiros públicos. Os promotores e donos deste projecto que ascendeu a 40 milhões de euros, o Grupo irlandês WElink e a China Triumph International Engineering Company (CTIEC), construíram uma central com 100 hectares que conta com 142 mil painéis fotovoltaicos que terão capacidade para ‘abastecer’ 23 mil casas, lê-se no comunicado conjunto dos promotores.

Segundo o El Confidencial, a energia solar de Ourika será vendida pela Holaluz para os seus clientes em Madrid. A mesma publicação refere ainda que os promotores da central decidiram construí-la em Ourique porque se situa a uns meros 80 quilometros de Espanha e ainda porque, em Portugal, diferentemente do sucede no país vizinho, não há o imposto de 7% que incide sobre a produção de energias renováveis, sendo mais barato produzir em terras lusas.

Ainda segundo a nota conjunta dos promotores, a parceria estratégica vai agora centrar atenções no seu próximo projeto, o Solara4, uma central com 221 MW, cinco vezes superior que a capacidade de Ourika.

IN: Jornal Económico (2 agosto 2018)

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