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Metas do desenvolvimento sustentável das Nações Unidas para a energia longe dos objectivos

O globo está longe de atingir as metas do Acordo de Paris no combate às alterações climáticas. Essa foi uma das conclusões patentes durante o Fórum SEforALL, que decorreu em Lisboa entre os dias 2 e 3 e Maio.

De acordo com um relatório elaborado por cinco agências internacionais, a velocidade para atingir os Objectivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) para 2030 das Nações Unidas (ONU) no que se refere à energia está a abrandar.

Nos anos mais recentes, a percentagem de energias renováveis no consumo global energético teve uma quebra de cerca de 1 % em grande parte do continente africano e também no Brasil, Rússia, Índia e China. Ainda segundo os dados apurados, as metas definidas pela Organização das Nações Unidas também estão longe de ser atingidas em parâmetros como a utilização de energias verdes para a confecção de alimentos e eficiência energética.

Entre 2010 e 2015, existiu uma enorme discrepância entre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e o fornecimento primário de energia, com o PIB a crescer ao dobro. Globalmente, apenas na Ásia Ocidental o crescimento económico não suplantou o crescimento do uso de energia. Em termos globais, a intensidade energética, o rácio entre a energia utilizada por unidade do PIB, decaiu quase 3 % em 2015, a queda mais acentuada desde 2010. Entre 2010 e 2015, houve uma melhoria de 2,2 % em termos de declínio energético. Ainda assim, o valor atingido encontra-se longe dos 2,6 % necessários para que, até 2030, seja possível cumprir o ODS 7, que visa duplicar a taxa global de melhoria da eficiência energética. Na indústria, a melhoria na intensidade energética foi de 2,7 %, desde 2010, um valor animador tendo em conta que, em termos gerais, este é o sector onde o consumo energético é maior. Já no sector dos transportes o crescimento foi mais modesto.

Actualmente, a taxa de electrificação do planeta situa-se nos 87 %, mais 4 % do que em 2010. Ainda assim, existem ainda cerca de mil milhões de pessoas que não têm acesso à rede eléctrica. No entanto, nem tudo são más notícias. Em África, nomeadamente Quénia e Etiópia, o acesso a redes de distribuição de electricidade cresceu 6% e 3 %, respectivamente. E, apesar de alguns resultados menos positivos, algumas experiências locais apresentam sinais encorajadores já que, com decisões políticas correctas, existe um maior acesso a energia verde, o que poderá melhorar substancialmente a vida de milhões de pessoas.

IN: Edifícios e Energia (18 maio 2018)

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