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Central de Sines pode fechar “bastante antes de 2025”, admite Mexia

António Mexia realçou ainda que a EDP não tem qualquer divergência em relação ao encerramento das centrais até 2030, mas questionou a política que será adotada "até lá".

O presidente executivo da EDP, António Mexia, admitiu esta quinta-feira que a Central de Sines pode fechar “bastante antes de 2025” devido ao aumento da carga fiscal aplicada às centrais a carvão, realçando que terá “impacto na economia da região”.

Em conferência de imprensa de apresentação de resultados, António Mexia afirmou que “foram introduzidas medidas que penalizam as centrais a carvão que eventualmente vão levar ao encerramento antes do previsto da Central de Sines”, referindo ao fim da isenção do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) e introdução de uma taxa de carbono.

“É fundamental gerir este modelo de transição para que não se criem desequilíbrios competitivos”, argumentou António Mexia, aludindo à diferença de políticas entre Portugal e Espanha face às centrais a carvão.

Os produtos como o carvão e o coque usados na produção de eletricidade, calor ou gás de cidade passaram este ano a pagar 10% do ISP, taxa que será agravada até aos 100% em 2022, de acordo com o Orçamento do Estado para 2018 (OE2018).

O presidente da EDP realçou que o encerramento da Central de Sines “terá impacto na economia da região, nomeadamente ao nível do emprego, no preço grossista de eletricidade, e também poderá colocar questões na segurança do abastecimento em Portugal”.

O Governo português comprometeu-se a encerrar as duas centrais produtoras de eletricidade a carvão, em Sines e no Pego, até 2030, anunciou o ministro do Ambiente, em Bona, na Alemanha.

António Mexia realçou ainda que a EDP não tem qualquer divergência em relação ao encerramento das centrais até 2030, mas questionou a política que será adotada “até lá”.

“A EDP está na linha da frente no caminho para a descarbonização, mas é fundamental gerir este nível de transição de forma equilibrada sobretudo quando há um mercado integrado”.

IN: Jornal Económico (1 março 2018)

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