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Setor agrícola já colhe ganhos energéticos e de sustentabilidade com soluções fotovoltaicas

A Ikaros-Hemera é uma empresa especialista na implementação e monitorização de sistemas solares fotovoltaicos de média e grande dimensão, vocacionada para a produção fotovoltaica no mercado empresarial.

Com base na crescente preocupação do setor agrícola com os gastos energéticos que, por sua vez também estão em trajetória ascendente, prejudicando a competitividade dos produtos comercializados, a especialista em sistemas fotovoltaicos Ikaros-Hemera, tem vindo a aumentar o seu trabalho junto deste setor de atividade que se tornou numa das áreas prioritárias para a empresa portuguesa.

Considerando que o solar fotovoltaico se apresenta “como uma das principais ferramentas de eficiência energética ao dispor destas empresas”, e tendo instalado até à data mais de 80 sistemas fotovoltaicos em explorações agrícolas, o que equivale a cerca de 10 MW de potência instalada, Duarte Caro de Sousa, diretor-geral da portuguesa Ikaros-Hemera explica ao Jornal económico, recorrendo a projetos em curso, a que nível se situam os ganhos energéticos e de sustentabilidade alcançados pelas empresas envolvidas. “Na Quinta da Lagoalva de Cima, produtora de vinho, azeite, cortiça, cereais, horto-industriais e do cavalo lusitano, foram instalados em 2016, treze sistemas fotovoltaicos no terreno, com uma potência total de 1,35 MW, ocupando uma área de 36 mil m2. Conseguiram com a implementação deste projeto evitar a emissão de 615 ton/ano de CO2 e permitiu igualmente cobrir a totalidade da energia consumida nos locais onde foram instalados e ainda ficam em excesso mais 23% da totalidade das necessidades de consumo. Outros exemplos são a empresa fruticultora Jurofrutas, onde instalámos em 2014 dois sistemas solares fotovoltaicos no regime de minigeração, ocupando uma área de 5.600 m2, com uma potência total de 349kWp e que evita a emissão de 113 ton/ano de CO2 e a Casa Cadaval com cerca de 1 MW de potência global instalada distribuída por 16 sistemas solares”.

Certo de que o setor agrícola é um dos setores que mais pode beneficiar da instalação de sistemas solares fotovoltaicos, o responsável reforça ainda que a adoção destas soluções permite que as sociedades agrícolas possam, para além de consumidores, passar também a produzir a sua própria energia e nessa parte, deixarem de estar expostos ao risco das oscilações dos preços da eletricidade.

Outros dos benefícios, acrescenta, é a contribuição para a descarbonização da sua atividade, como a redução de emissões de CO2, bem como o aproveitamento de espaços inutilizados como, por exemplo, os terrenos adjacentes como recantos e áreas que não são aproveitadas para a agricultura.

Quanto à soluções para este setor, a Ikaros Hemera, tendo em conta que o perfil de consumo de eletricidade de um setor sazonal e muitas vezes a funcionar em período noturno, aponta, como a mais adequada, as Unidades de Pequena Produção (UPP) em detrimento do auto consumo, que é um dos dois tipos de soluções que a legislação de 2015 permite as empresas adotar. Neste caso, elucida ainda, toda a energia produzida é vendida à rede a um preço fixo durante 15 anos. Cerca de 70% dos sistemas solares instalados neste setor pela Ikaros Hemera são UPP’s, sendo o restante unidades de produção em auto consumo (UPAC).

Por outro lado, a solução de investimento por uma entidade terceira, tem sido o modelo que os nossos clientes agrícolas têm optado. Este é um modelo em que a Sociedade Agrícola não tem qualquer investimento, que fica a cabo de entidade terceira e em que o proprietário do terreno passa a receber ao longo do período do contrato, por exemplo 15 anos, uma renda pelo espaço ocupado pelos sistemas. Passado o período contratual, o sistema passa para a propriedade da sociedade agrícola a custo zero. Estes sistemas têm um período de vida útil de 25 anos.

Desconhecimento continua a ser barreira

Sobre o que afasta os restantes setores de atividade em Portugal das soluções fotovoltaicas, Duarte Caro Sousa afirma que a principal preocupação dos empresários “é sobretudo investirem no seu core business, havendo ainda algum caminho a percorrer na implementação de sistemas energéticos sustentáveis”. Contudo, acrescenta, que o mercado solar em Portugal está a crescer. “Tivemos um crescimento muito significativo do número de empresas a solicitar os nossos serviços. Hoje contamos com clientes de sectores tão diversos como o grande retalho, industria e a agricultura com soluções ‘chave na mão’ adequadas às necessidades de cada organização”, reforça.

Neste contexto, como barreira surge “a existência de algum desconhecimento por parte dos empresários no que diz respeito ao investimento que é necessário para apostar nas soluções fotovoltaicas e o impacto e vantagens que estes sistemas trazem a médio prazo para a sustentabilidade das suas empresas.

IN: Jornal Económico (20 fevereiro 2018)

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