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Recorde máximo de consumo de gás natural em 2017

Trata-se do consumo anual mais elevado de sempre, ultrapassando em 21% o anterior máximo registado em 2010.

 

De acordo com um comunicado da REN, em 2017 a produção de energia renovável abasteceu 40% do consumo mais o saldo exportador, com as centrais hidroelétricas a representarem 11% do consumo, as eólicas 23%, a biomassa 5% e as fotovoltaicas 1,6%. A produção não renovável abasteceu os restantes 60% do consumo, repartido pelo gás natural com 34% e pelo carvão com 26%. O saldo exportador registado neste período equivale a 5,4% do consumo nacional.

A REN fala mesmo de um ano recorde para o consumo de gás natural em Portugal. Impulsionado pelo mercado elétrico, em 2017 o consumo de gás natural totalizou 69,7 TWh, com um crescimento de 24,8% face ao ano anterior, repartido por 79% no segmento do mercado elétrico e 4,1% no mercado convencional.

Trata-se do consumo anual mais elevado de sempre, ultrapassando em 21% o anterior máximo registado em 2010. No segmento do mercado elétrico, o consumo foi igualmente o mais elevado de sempre, ultrapassando o anterior máximo de 2008.

Em dezembro, no mercado de gás natural, registou-se a primeira queda homóloga verificada no consumo este ano, devido a uma redução de 14,5% registada no segmento de produção de energia elétrica. No segmento convencional registou-se um crescimento homólogo de 1,9%.

No ano passado, o índice de produtibilidade hidroelétrica situou-se em 0,47 (média histórica igual a 1), o terceiro mais baixo dos registos da REN, apenas superado pelos verificados em 1992 e 2005, e o índice de produtibilidade eólica em 0,97 (média histórica igual a 1).

No mês de dezembro o consumo de energia elétrica registou um forte crescimento homólogo de 4,1%, suportado por temperaturas inferiores às verificadas no mesmo mês do ano anterior. Considerando a correção dos efeitos de temperatura e número de dias úteis o consumo regista ainda assim uma evolução de 2,8%. Em 2017 o consumo totalizou 49,6 TWh, com um crescimento face ao ano anterior de 0,7%, ou +1,4% com correção de temperatura e dias úteis. Trata-se do 3º ano consecutivo de crescimento dos consumos, que fica agora a cerca de 5% do máximo atingido em 2010.

IN: Dinheiro Vivo (4 janeiro 2018)

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