Destaques

Consumo de energia das famílias portuguesas baixou 15% em 15 anos

A economia portuguesa está a crescer, mas com menor intensidade energética, indicam dados do INE sobre a evolução do consumo de energia no país entre 2000 e 2015.

Entre 2000 e 2015 o consumo energético das famílias portuguesas baixou 15,4%, não obstante no mesmo período a economia nacional ter crescido 3%, a preços constantes. Ou seja, a intensidade energética da economia portuguesa é hoje menor do que no início do milénio.

A justificar esta evolução estará por um lado o comportamento do consumidor, mais preocupado com os gastos desnecessários de energia e sensível às subidas de preços dos produtos energéticos, e, por outro lado, a evolução tecnológica dos equipamentos, consumindo menos energia para produzir o mesmo ou para gerar o mesmo nível de conforto às famílias.

No período de 2011 a 2015 os produtos petrolíferos representaram 65,1% dos consumos energéticos em Portugal (contra 70,5% entre 2000 e 2004), o carvão baixou de 7,7% para 5,9%, o gás natural cresceu de 5,7% para 8,7%, a biomassa avançou de 5,8% para 7,5% e o peso da eletricidade no consumo final de energia no país subiu de 9,7% para 11,2%.

O INE conclui que a análise dos indicadores recolhidos "permite observar uma melhoria nos padrões de produção e consumo de energia, na segurança de abastecimento e nas exportações".

Além da redução da intensidade energética da economia, o INE aponta a queda da utilização energética per capita em 15,4%, uma redução de 12,4% nas perdas dos sistemas de transformação de energia e um aumento da fatia de fontes renováveis na produção de eletricidade (que passou de 17,8% no período de 2000 a 2004 para 34,6% no período de 2011 a 2015).

Também a dependência energética do exterior baixou de 84,7% para 73,9% neste período de tempo, indica o INE.

IN: Expresso (15 novembro 2017)

FreshJoomlaTemplates.com
Wednesday the 13th. TESTE