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Jogos, TV e acções de formação para promover a educação ambiental

Estratégia nacional prevê investimento de 18,2 milhões até 2021. Já se conhecem os primeiros projectos seleccionados.

Já são conhecidas as propostas vencedoras do concurso aberto pelo Fundo Ambiental e que integrarão a primeira fase da nova Estratégia Nacional de Educação Ambiental, aprovada em Junho e que prevê um investimento de 18,2 milhões de euros até 2021 para promover acções e iniciativas de sensibilização para as questões do ambiente no país.

Com uma dotação máxima de 1,5 milhões de euros, esta linha de apoio a projectos de educação ambiental seleccionou 27 candidaturas, cerca de um quarto das 120 submetidas, apresentadas por entidades do sector ambiental como a ADENE – Agência para a Energia, a Quercus ou a Valorsul mas também por instituições que estão tradicionalmente fora deste universo, como a Fundação Serralves, a Deco ou o Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Vouga. Com um co-financiamento de 95% para organizações não-governamentais e 70% para todas as outras, cada proposta poderia receber um apoio de até 100 mil euros.

Os projectos melhor classificados foram os da ADENE, da Quercus e da Associação Bandeira Azul da Europa. A título de exemplo, a ADENE, que pretende promover a eficiência hídrica através do desenvolvimento de um simulador digital, de um jogo, de uma campanha de comunicação assente no recurso aos meios digitais e em oficinas em instituições do 3.º ciclo, será financiada em 99 mil euros. Já a Quercus, que pretende envolver alunos do 8.º ano de seis escolas dos distritos de Lisboa e Portalegre na construção de guiões de episódios para uma rubrica televisiva inspirada no “Minuto Verde”, exibido na RTP1, irá receber pouco mais de 66 mil euros. Com cerca de 90 mil euros, a Associação Bandeira Azul da Europa irá receber financiamento para acções de formação de professores e alunos sobre ecossistemas terrestes e marinhos.

O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, entende que é importante que “entidades diferentes das que comumente são associados à educação ambiental” participem nestas iniciativas. “Temos de chegar a novos públicos e a um público mais empresarial”, afirma, sublinhando que, contrariamente ao que era feito, hoje é preciso olhar para a questão ambiental “não como sendo uma problemática do futuro, mas sim do presente e do passado”. Sendo “fundamental continuar a apostar na educação ambiental como uma parcela importante do currículo escolar”, Matos Fernandes reitera a necessidade de chegar “às gerações que não aprenderam na escola a relevância da matéria ambiental”, apontando-as como o público-alvo da estratégia.

Para além da questão do ordenamento do território, “que não teve grande expressão nas candidaturas”, o ministro do Ambiente refere a eficiência hídrica como uma matéria “significativamente diferente”. “A água é um bem escasso e temos de ser mais inteligentes no seu uso”, diz, acrescentando ser fundamental “educar e explicar às pessoas que existem equipamentos que são mais eficientes do ponto de vista do uso hídrico”.

Para além das já referidas, a Universidade do Minho, a Associação Pato, a Águas de Portugal, a Ordem dos Biólogos e a Liga para a Protecção da Natureza contam-se também entre as entidades vencedoras. Segundo o ministro, no próximo ano, o Fundo Ambiental volta a disponibilizar a mesma quantia para apoiar mais projectos de educação ambiental.

IN: Público (6 outubro 2017)

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