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Ecologistas consideram “absurda” a nova lei europeia das energias renováveis

Os ambientalistas consideram a Europa deve evitar a utilização de árvores e plantações como forma de atender às necessidades das energias renováveis. O projeto de lei prevê acelerar a mudança para a ‘energia limpa’ até 2030.

Os governos da União Europeia e o Parlamento Europeu estão a ponderar avançar com um projeto de lei que prevê impulsionar a mudança em prol da ‘energia limpa’ até 2030. No entanto, os ecologistas consideram a Europa deve evitar a utilização de árvores e plantações como forma de atender às necessidades das energias renováveis.

Os grupos de ambientalistas defendem que, caso os estados-membros o façam, arriscam-se a que haja um novo aumento nos preços dos alimentos, bem como a subida da desflorestação e do desmantelamento de terras, de acordo com as declarações que foram divulgadas pela agência Bloomberg.

“As políticas da União Europeia são absurdas do ponto de vista da eficiência dos recursos”, disse à agência noticiosa Linde Zuidema, ativista do grupo de lobby de proteção florestal FERN, em Bruxelas, esta quinta-feira. Para Linde Zuidema, a madeira é a maior fonte de energia renovável da União Europeia e as políticas do bloco levaram a um crescente abate de florestas.

A proposta das instituições europeias tem como intuito atualizar a legislação em vigor segundo a qual a energia que advém da queima de biomassa, como os blocos de madeira, conta para as metas governamentais da ‘energia verde’ e pode ser subsidiada pelos governos. As empresas europeias, incluindo a Drax Group, beneficiam do uso de biomassa para reduzir as emissões de gases de efeito estufa do carvão.

O novo quadro legal pretende evitar a especulação de preços, mas o facto de os estados não terem obrigação de denunciar o quanto essas empresas recebem em subsídios significa “queimar o dinheiro dos contribuintes”, defendem os ‘lobistas’. “A biomassa deve ser obtida de forma sustentável a partir de florestas que são trabalhadas e onde a biodiversidade é protegida e a produtividade é mantida, e onde o crescimento excede o que é devastado”, disse à agência noticiosa, Matt Willey, porta-voz em Selby, acrescentando que a firma britânica já se encontra em conformidade com a política de sustentabilidade do Reino Unido.

IN: Jornal Económico (5 outubro 2017)

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