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Bruxelas nega quotas para carros eléctricos, mas Berlim defende a ideia

França e Reino Unido já anunciaram o fim da venda de automóveis movidos a combustíveis fósseis até 2040.

A Comissão Europeia anunciou esta segunda-feira que não tem planos para a introdução de quotas para os carros eléctricos. De acordo com a agência Reuters, a informação surge depois de a imprensa alemã, citando fontes de Bruxelas, ter noticiado que seriam estabelecidas quotas mínimas de produção para estes veículos em 2025, de modo a acelerar a retirada do mercado dos automóveis movidos a gasóleo e gasolina.

“A Comissão [Europeia] está à procura de novas formas para promover a utilização de carros e transportes com emissões de carbono reduzidas”, sublinhou à Reuters uma porta-voz da União Europeia. No entanto, “nenhuma das medidas passa pela introdução de quotas para carros elétricos”, esclareceu.

Apesar do desmentido, o vice-ministro alemão da Economia alemão, Matthias Maching, defende que a Alemanha deve mesmo introduzir quotas obrigatórias. “Queremos que a Alemanha continue a ser o maior produtor mundial de automóveis no futuro”, referiu o ministro à mesma agência.

O social democrata pede a abertura de um diálogo para o estabelecimento de metas vinculativas entre a Alemanha e os parceiros europeus.

Em Julho, França anunciou que iria pôr fim à venda de carros a gasóleo e a gasolina como parte de um plano de combate às alterações climáticas, retirando estes veículos do mercado até 2040.

O Reino Unido, de saída da UE, seguiu o exemplo de Paris, anunciando também para 2040 o fim da circulação dos carros a gasóleo e gasolina.

IN: Edifícios e Energia (4 agosto 2017)

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