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Eficiência energética cresce, enquanto investimento em energia cai

O investimento em eficiência energética aumentou em 2016, no mesmo período em que o investimento global em energia registou uma queda de 12 %. As conclusões são da Agência Internacional de Energia (IEA), publicadas no seu relatório anual World Energy Investment, e mostram que mais de metade do investimento global feito em eficiência energética foi para o sector dos edifícios.

No total, segundo a mesma fonte, foram investidos 1,7 biliões de dólares em energia (aproximadamente 1,47 biliões de euros), o equivalente a 2,2 % do PIB mundial. Ainda assim, queda registada no investimento global em energia foi superior às subidas no investimento em electricidade e eficiência energética. A causa? A persistente queda nas actividades de exploração, perfuração e produção nas indústrias do petróleo e gás.

Por sua vez, no último ano, o investimento em eficiência energética subiu 9 %, para 231 mil milhões de dólares (aproximadamente 200 mil milhões de euros). Aqui, o destaque vai para a China, que regista o maior crescimento e contabiliza 27 % do total investido em eficiência energética, aproximando-se cada vez mais da Europa, a região que, nos últimos anos, mais gastou nesta matéria.

Fatih Birol, director executivo da IEA, fala em “boas notícias”, já que “apesar dos preços de energia baixos, a eficiência energética está a subir graças às fortes políticas governamentais em mercados chave”.

A China, maior investidor mundial em energia, assistiu a um declínio de 25 % no investimento em electricidade com base no carvão, promovido sobretudo pela aposta na electricidade limpa. Nos Estados Unidos da América (EUA), o investimento nas indústrias do petróleo e gás recuou, sendo que o país representa agora 16 % do investimento global em energia. Na Índia, a aposta na modernização do sector energético fez os gastos em energia crescer 7 %.

O relatório anual da IEA revela que o investimento global em electricidade em 2016 manteve-se estável, nos 718 mil milhões de dólares (aproximadamente 621 mil milhões de euros). O aumento dos gastos realizado no crescimento das redes foi contraposto pelo desinvestimento na electricidade com base no carvão.

O investimento em energia limpa representou 43 % do total investido em energia para fornecimento no ano que passou, representando um valor recorde. Todavia, a área onde mais se gasta, a geração de electricidade através de fontes renováveis, registou em 2016 uma queda de 3 %, para os 297 mil milhões de dólares (aproximadamente 257 mil milhões de euros). Ainda que o investimento tenha recuado 3 %, comparativamente a cinco anos atrás, o sector está a mostrar-se capaz de gerar 35 % mais electricidade, graças à redução de custos e aos avanços tecnológicos no sector fotovoltaico e eólico.

IN: Edifícios e Energia (18 julho 2017)

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