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Portugal regista três recordes sucessivos de consumo de gás natural para produção elétrica

A REN registou, em 2017, três sucessivos recordes de consumo diário de gás natural, no segmento das centrais de ciclo combinado. A 24 de abril foi a primeira vez que o consumo bateu o anterior recorde, com 118,5 GWh, tendo este sido superado novamente no passado dia 9 de junho totalizando 119,7 GWh. Finalmente, a dia 21 de junho, a REN registou um novo recorde de consumo de 120,6 GWh.

O consumo em ciclo combinado refere-se à tecnologia de produção de eletricidade através do aproveitamento da energia libertada na queima de gás natural. O registo alcançado no passado dia 21, valor que correspondeu a cerca de metade do consumo diário total, revela a tendência de elevados consumos atualmente verificados neste segmento. O anterior valor máximo de consumo era de 117 GWh e datava de 7 de fevereiro de 2011.

Estes sucessivos recordes demonstram o papel essencial das infraestruturas nacionais de Gás Natural na garantia de abastecimento dos consumos, e do setor elétrico em particular. Estas são planeadas e concebidas para dar resposta às exigências coincidentes dos consumidores, assegurando o seu pleno abastecimento sem restrições de consumo, garantindo assim o exercício das atividades produtivas que delas dependem. Recorde-se que já no passado dia 19 de janeiro de 2017 atingiu-se um máximo histórico no consumo de gás natural, 252.4 GWh.

A REN, através da REN Gasodutos, detém a concessão para o transporte de gás natural em alta pressão, que inclui a gestão técnica global do Sistema Nacional de Gás Natural. É através desta que é assegurada a coordenação e funcionamento das infraestruturas de transporte e distribuição de gás natural, garantindo assim a continuidade e a segurança do abastecimento.

De notar ainda que nos primeiros 5 meses de 2017, o consumo acumulado das centrais de ciclo combinado foi de 9 439 GWh, o que representou uma variação de 334% face ao período homólogo de 2016.

A seca que afeta todo o sul da Europa, as ondas de calor previstas para as próximas semanas e a reduzida disponibilidade dos reatores nucleares franceses e consequente necessidade de importação de eletricidade nesse país, entre outros fatores, poderão levar a que outros máximos sejam alcançados proximamente.

IN: REN (6 julho 2017)

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