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Empresas energéticas investem mais nas renováveis

A aposta deve-se à quebra na utilização do carvão, revela um estudo da Faculdade de Economia da Universidade do Porto.

Nos últimos anos, com o declínio da utilização do carvão, as empresas energéticas aumentaram o investimento em energias renováveis e equipamentos mais eficientes, conclui um estudo desenvolvido pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP) e divulgado esta quinta-feira pela Lusa.

O projeto, com a duração de cerca de dois anos, contém dados das empresas Électricité de France (EDF), Enel, E.ON, Engie, Iberdrola, RWE e Vattenfall, dos períodos entre 2005 e 2007 (pré-crise), 2008 e 2011 (crise) e 2012 e 2015 (pós-crise). Verificou-se que a receita total obtida pelas empresas, a dívida líquida, o total de ativos, as despesas de capital e a produção anual total de eletricidade a partir de fontes renováveis.

Os resultados obtidos no indicador EBITDA e no número de empregados que as empresas possuem “não apresentam diferenças significativas nos três períodos”, o que significa que, em média, “não houve mudanças significativas na geração de emprego e lucro”, disse à agência a coordenadora do projeto, Isabel Soares.

Uma das conclusões demonstra que, para permitir o financiamento de novas áreas, as empresas de serviços elétricos reorganizaram os seus negócios, conseguindo, em alguns casos, separar as empresas que utilizam energias renováveis das de energias não renováveis, criando assim novos empreendimentos.

De acordo com a investigadora, verificou-se ainda que, apesar dos desafios levantados nos últimos anos, nomeadamente no controlo do endividamento, na gestão dos ativos, na gestão dos recursos humanos e na capacidade produtiva, as empresas mantiveram a sua rentabilidade “de forma bastante estável”.

No seguimento deste trabalho foi efetuada uma candidatura para financiamento de um novo projeto à Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), no qual se pretende analisar a implicação destes novos modelos de negócio ao nível da empregabilidade. O grupo de investigação pretende ainda estudar o tipo de regulação que permite aos novos modelos de negócio tornarem o sistema energético mais eficiente.

IN: Jornal Económico (29 junho 2017)

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